Canto da raça única
Raça que se reconhece existe apenas uma:
seu nome é raça humana.
Sua face é índia, negra, branca
e seu tipo é multicor, é multicor...
Terra à vista!
A ordem era colonizar: era preciso ao nativo escravizar!
Índio recusou a escravidão
e o negro da África foi chamado à servidão...
Escravizado,
tentaram silenciar seu canto
tentaram calar seus tambores
tentaram desbotar suas cores...
Quiseram que fosse – o índio e o negro – raças inferiores...
Ouçam! Ouçam! Ouçam!
Ainda gritam os tambores nas noites das favelas...
A senzala subiu o morro e o negro grita bem alto:
Quero Educação! Quero moradia! Quero dignidade!
Quero ser respeitado na minha diversidade!
Ouçam! Ouçam! Ouçam!
Há um canto novo para reescrever a história,
sem vencidos ou vencedores;
um canto que quer, para o índio e para o negro,
o direito à diversidade e a garantia da igualdade...
Cantam juntos o professor e o estudante,
o inconformado de toda parte:
o que trabalha, o que luta, o que semeia no chão
o que vence a escuridão...
Terra nova à vista!
Terra para ser o chão da raça única que existe.
Terra onde se dêem as mãos
índios, negros, brancos...
Terra da inclusão!
Terra da qual é dona a tão diversa raça humana...
Autora: Maria Inês.
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